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quarta-feira, 17 de abril de 2013

UM OLHAR PSICOPEDAGÓGICO SOBRE A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS





UM OLHAR PSICOPEDAGÓGICO SOBRE A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Com o intuito de atender as reais necessidades dessa modalidade da educação, propomos uma perspectiva psicopedagógica.
Buscamos assim, analisar problemas institucionais que proporcionam o fracasso escolar e em decorrência abandono escolar, tanto dos jovens em idade escolar como os que acabaram de retomar os estudos.
Durante os relatos das entrevistas realizadas por Szanto (2006), os problemas que ocasionam o abando escolar são evidentes, principalmente os que retomam os estudos depois da vida adulta.
Um olhar psicopedagógico viabilizará o reconhecimento de possíveis problemas escolares prevenindo novos abandonos e o fracasso escolar.
A Psicopedagogia Institucional analisa a instituição escolar, delimita as dificuldades educacionais encontradas e planeja de forma reflexiva uma abordagem que contribua para o sucesso escolar.
Desta forma, a Psicopedagogia também centra seu olhar na Educação de Jovens e Adultos. Neste enfoque, procura estabelecer relações nas quais o principal objetivo é resgatar o prazer, não somente de aprender, mas também de ensinar. Sendo assim, reflete sobre as relações estabelecidas com o conhecimento e as diferentes formas de se adquirir este conhecimento.
O enfoque psicopedagógico na perspectiva de Jorge Visca, da epistemologia convergente são guiadas por reflexões sistêmicas, aquelas que as partes tomam significados a partir do todo.
Estas reflexões são norteadas pelo processo de evolução da aprendizagem preconizado em Visca (1991):
O primeiro nível de aprendizagem diz respeito à Proto-aprendizagem e inicia-se como substrato biológico, as relações estabelecidas somente com a mãe. Esse nível se estende até a iniciação de interações com o grupo familiar.
O segundo nível de aprendizagem refere-se a  Deuteroaprendizagem,  elaborada das relações com os familiares até se prolongar as interações com a comunidade restrita.
O terceiro nível diz respeito à Aprendizagem assistemática que se desenvolve a partir das relações com a comunidade restrita e evolui até a iniciação da aprendizagem sistemática.
O quarto nível refere-se Aprendizagem sistemática- aprimoram as habilidades da aprendizagem sistemática, aquelas que se desenvolvem normalmente nas instituições escolares.
Essa evolução proposta por Visca (1991) proporciona embasamento para educadores e psicopedagogos no processo de construção da aprendizagem, desta forma na EJA, reflexões sobre as lacunas durante o desenvolvimento desses jovens e adultos.
 Freire conscientiza as metodologias para a prática na EJA, valorizando as experiências desses jovens e adultos, compreendendo suas batalhas políticas, sociais e ideologias dominantes que os levaram ao abandono escolar.
Assim, as teorias freireanas nos direcionam as atitudes psicopedagógicas preventivas, no processo de indagação e mobilização para reverter essa realidade de jovens e adultos.
  

                                                                                    Luana Valentim Lacalendola

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